Santana sem Mundaú: após enchente, cidade em AL vê rio secar

Por trás de desastres, há uma enxurrada de ações que provoca impactos ambientais

THIAGO AQUINO*

Águas do rio Mundaú desaparecem durante seca severa
Águas do Rio Mundaú desaparecem durante seca severa (Foto: Bacural Drones / cortesia)

“O Rio Mundaú morreu”. Esta afirmação é do pescador Júlio Honorato, de 60 anos, morador de Santana do Mundaú e que durante 30 anos viu o rio cheio de vida. Após sete anos da enchente que deixou mais de 3 mil desabrigados, o município que recebe o nome do rio tem vivenciado algo nunca visto: onde, antes, havia correnteza d’água hoje há apenas bancos de areia, pedras, baronesas, lixo, esgoto e animais.

O cenário é de abandono. O mau cheiro chama atenção de quem atravessa a pé enxuto e até os urubus se tornaram companheiros do rio. Em alguns pontos, há água parada em poços resultantes de extração de areia. Já em outros, a água corrente circula em dois ou três centímetros. A redução do volume de água fez aparecer objetos presentes no curso do rio. Vaso sanitário e até parte de uma carroça enferrujada se misturam às areias.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Quem está impressionado com as imagens é Romildo Máximo, 43, que mora há mais de 20 anos em Guarulhos, SP, mas é natural do município da Zona da Mata Alagoana, a 110 km de Maceió. Ele e a esposa Adriana Santiago sempre visitam as famílias e, desta vez, foram surpreendidos com os efeitos da estiagem. Em um aplicativo móvel, eles compartilharam fotos com o sentimento de tristeza. “É a primeira vez que venho passear e vejo o rio numa situação dessa. É lamentável”, afirma Romildo.

As baronesas e outros tipos de vegetação escondem a água de cor escura, formam uma camada verde e consolam o rio. O problema é que o surgimento delas não é por um bom motivo. O biólogo Ronaldo Gomes Alvim explica que a presença das plantas é sinônimo de poluição. “A soma do baixo nível de água com o descarte de produtos químicos através do esgoto, faz proliferar o crescimento das baronesas”, justifica. “Elas servem como um tipo de filtro, mas consomem o oxigênio da água, provocando a morte de peixes”.

seca na zona da mata

Um dos motivos para a baixa vazão da água é a seca prolongada. O meteorologista Vinícius Nunes Pinho, da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Semarh), esclarece que não se trata apenas de uma estiagem. “Um dos causadores dessa falta de água foi o inverno de 2016. Nosso estado já vem passando por um período de estiagem desde 2015 e, no ano seguinte, choveu apenas 40% do que era esperado. Onde chove normalmente em torno de 1.300 a 1.400mm, choveu pouco mais de 600 mm”, recorda o especialista.

Seca em zona da mata surpreende até o meteorologista Vinícius Nunes (Foto: Thiago Aquino)
Seca em zona da mata surpreende meteorologista (Foto: Thiago Aquino)

Vinícius afirma que a recarga hídrica durante o inverno comprometeu o período do verão: “Aquela chuva supriu a necessidade apenas durante o inverno, mas não sobrou para adiante. A partir do momento quando não há chuva dentro da normalidade no inverno, já consideramos uma seca severa e ela vem se estendendo até agora”.

O mestre em Hidrometeorologia afirma que diversos fatores influenciaram a pouca chuva. “No ano passado foi o El Niño, o resfriamento das águas do Oceano Pacífico. Agora é o Oceano Atlântico que está mais resfriado que o normal na costa do nordeste, o que significa menor evaporação e menos combustível para que a chuva ocorra”, diz.

O desaparecimento da água do rio e a crise hídrica são situações atípicas, o que acaba surpreendendo os moradores. “É uma das regiões onde mais chove em Alagoas. Quem imaginaria que sete anos após a enchente, a Zona da Mata Alagoana sofreria com uma seca severa?”, questiona, surpreso, o meteorologista.

Chuvas em 2017 não serão suficientes para amenizar os reflexos da seca (Foto: Ilustração / Semarh)
Chuvas em 2017 não serão suficientes para amenizar os reflexos da seca (Foto: Ilustração / Semarh)

Começa na segunda quinzena de abril o período chuvoso, mas os efeitos da seca devem continuar.  “A perspectiva é que tenhamos um pouco mais de chuva do que ano passado. O volume vai ser mais próximo da normalidade, mas ainda não vai ser suficiente para repor todo o déficit que a região vem sofrendo”, reconhece.

A Sala de Alerta da Semarh mantém um sistema de monitoramento da seca em Alagoas. O município de Santana do Mundaú, até o boletim de abril, está na faixa vermelha do mapa, o que significa seca excepcional. Esse quadro pode comprometer o próximo verão.

“A tendência é que melhore um pouco, no entanto, mesmo chovendo dentro da normalidade, não resolve. No inverno as pessoas vão sentir a melhora, mas não terá água suficiente para o próximo verão. A situação é crítica”, alerta Nunes.

A pesca

Confira o vídeo abaixo!

Falta de peixes

Os pesquisadores garantem que o desaparecimento de peixes e crustáceos é resultado da falta de saneamento e do uso de agrotóxicos.  O processo por trás do crescimento das baronesas também provoca a morte das espécies.

Espécies de peixes e crustáceos encontrados com fartura no rio Mundaú do passado (Arte: Thiago Aquino / Imagens: Google Imagens)
Espécies encontradas com fartura no Mundaú do passado, segundo pescadores (Arte: Thiago Aquino / Imagens: Google Imagens)

“O nutriente MPK – que são nitrogênio, fósforo e potássio – quando usado em área agrícola, é carregado pela chuva até o rio e vai alimentar algas. Elas formam uma barreira impedindo a entrada de luz, que proporciona o consumo de oxigênio. Com a redução dele na água, os peixes morrem, porque são sensíveis a essa redução”, explica a engenheira florestal Milena Caramori.

Esses mesmos nutrientes são encontrados no esgoto que é lançado sem tratamento no rio. “O detergente e a urina, por exemplo, servem de adubo químico, o que a planta consome para crescer”, lembra.

A denúncia de pescadores de que veneno era jogado no rio também traz mais um motivo para as espécies não terem sido preservadas. “É um tipo de veneno que sequestra o oxigênio e o peixe morre e boia. O objetivo é de uma pesca mais fácil, mas o impacto ambiental é impressionante”, detalha Valmir Pedrosa, doutor em Recursos Hídricos e Saneamento.

“Rio com vida só em pintura”

Não há registros fotográficos da época em que Santana do Mundaú demonstrava ser um paraíso. Quem recordou um trecho do rio e colocou na tela um Mundaú completamente diferente de hoje foi Rosivaldo Rodrigues, 55. Por trás de cada parte do quadro, o pintor tem história para contar.

Rosivaldo retrata o rio Mundaú dos anos 70 em pintura (Foto: Thiago Aquino)
Rosivaldo retrata o Rio Mundaú dos anos 70 em pintura (Foto: Thiago Aquino)

“Jogamos bastante bola em um areado que tinha nas margens do rio. Havia grupos divididos pelas localidades antes e depois da ponte, ninguém passava para o lado do outro, mas sempre tinha um torneio, quando todo mundo se juntava. Era bom demais”, narra.

O artista comenta que tentou mostrar na pintura o “Banho da Maroca”, citado por muitos moradores da cidade como um ponto de encontro para diversão e pesca. “Isso aqui só podemos ver agora em pintura”, lamenta Rosivaldo.

Registros de extração de areia durante análise em 2012 (Fotos: Elvis Pantaleão)
Registros de extração de areia durante análise em 2012 (Fotos: Elvis Pantaleão)

O problema do rio não é apenas provocado pela falta de chuva. Uma série de ações vem matando o Mundaú.  Um trabalho realizado entre 2011 e 2012 apresentou um diagnóstico ambiental de trechos da Bacia Hidrográfica do rio em Santana do Mundaú. No áudio abaixo, Elvis Pantaleão, um dos autores e mestre em Engenharia Ambiental, explica a conclusão da pesquisa.

Após cinco anos deste estudo, a realidade não mudou. O esgoto de toda área urbana é jogado no rio sem nenhum tratamento. Com pouca água, o leito do rio parece servir apenas como canal de esgoto. Água escura e mau cheiro mostram um rio nunca visto antes. Até galinhas buscam minhocas na terra úmida.

Porcos, cavalos, bois são criados dentro do Mundaú. Com vários mandatos no Legislativo, o vereador Ivan Ferreira (PMN) reconhece que nenhuma lei municipal específica proíbe esta situação. “Não tem lei que proíba o domínio de área na margem do rio como propriedade privada para criação de animais”, diz. “Mas também não há alguma que autorize”, observa o vereador.

Este slideshow necessita de JavaScript.

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) não respondeu se oferece alguma ação de conscientização ou fiscalização destes pequenos produtores ribeirinhos. Até o fechamento da reportagem, ela não retornou os e-mails.

Impactos

Diego Freitas, doutor em Ciência Política e membro da Associação Brasileira de Avaliação de Impacto (ABAI), aponta que para compreender o problema de escassez de água do Rio Mundaú é preciso analisar todo o contexto onde e como o rio está inserido na sociedade.

Diego Freitas
Diego Freitas explica os impactos causados pela urbanização (Foto: Thiago Aquino)

“Historicamente as aglomerações urbanas se formam a partir dos rios. Então, o Mundaú se encontra numa região antropizada, ou seja, ela traz atividades econômicas como pecuária e agricultura – que são atividades de altos impactos -, além da urbanização, resultando num processo de mudança no uso do solo e que altera as características físicas locais”, analisa Freitas.

Ele critica a própria sociedade por não cuidar dos recursos pelos quais é beneficiada. “O problema é que a sociedade precisa do rio, mas ele não se torna uma prioridade,do ponto de vista de gestão pública, para as condições adequadas e necessárias”, afirma.

Com atuação em Avaliação de Impacto Ambiental, o professor do Centro Universitário Tiradentes, Unit, elenca as principais causas para os impactos ambientais sofridos pelo Rio Mundaú: o fim da mata ciliar, o descarte irregular de resíduos, a extração de areia e o uso de agrotóxico em áreas agrícolas.

impactos ambientais

Também há práticas dos próprios moradores que contribuem para a degradação do Mundaú. O funcionário público Luiz Antônio, 54, queixa que existe a coleta de lixo na cidade, mas que mesmo assim o lixo vai parar no rio. “Tem gente que espera o caminhão do lixo passar, pega as sacolas e joga de rio afora”, diz o morador.

Antônio também critica a retirada de areia com as dragas. “Foram nove dragas desde a enchente que acabaram com o rio. Até uma ponte na zona rural caiu, porque antes mesmo da enchente, a draga foi puxando areia debaixo da ponte e quando a cheia passou a estrutura cedeu”, revela.

A reportagem solicitou informações ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) sobre a atuação do órgão diante das ações de extração de areia em Santana do Mundaú, mas não obteve resposta por e-mail aos questionamentos.

diegoo

Tragédia deixou município em situação de calamidade pública (Foto: MD Imagens)
Tragédia deixou município em situação de calamidade pública (Foto: MD Imagens)

Para quem não conhece o histórico do Rio Mundaú, não imagina que foram as águas que passaram por ele que deixaram o município em estado de calamidade pública por seis meses. De acordo com a Defesa Civil Estadual, a enchente de 2010 deixou, no município, 4.250 desabrigados e desalojados e uma pessoa desaparecida naquela sexta-feira, 18 de junho.  A enxurrada destruiu o comércio de Santana do Mundaú, prédios públicos e igrejas.

Gilmar foi visto pela última em cima de prédio (Foto: O Jornal)
Gilmar foi visto pela última vez em cima de prédio (Foto: O Jornal / Reprodução)

O comerciante Gilmar Alves Brasileiro, aos 45 anos, foi levado pelas águas do Rio Mundaú e o seu corpo nunca foi encontrado. O irmão, vereador José Alves Brasileiro, popularmente conhecido como Genor, recorda que Gilmar chegou a retirar uma moto do prédio, que também funcionava como bar, e a colocou em uma rua mais alta, mas voltou à pousada por receio do prédio ser saqueado.

“Quando a água começou a subir, ele foi pegando o que podia e levando para o primeiro andar. A água não parou de subir e ele, mesmo já cansado, ainda recorreu ao segundo andar. Depois disso ficou na cobertura do prédio, onde ficou até os seus últimos momentos com vida”, relata Genor. A pousada foi arrastada para uma rua próxima e parte dela, curiosamente, ficou intacta.

Irmão de Genor foi levado pelas correntezas durante a enchente de 2010 (Foto: Thiago Aquino)
Irmão de Genor foi levado pelas correntezas durante a enchente de 2010 (Foto: Thiago Aquino)

“Se eu não estivesse na correria na minha casa também por causa da cheia, eu não teria deixado meu irmão lá. Na enchente de 92, eu e meu pai éramos comerciantes e deixamos o prédio, mas Gilmar não tinha visto aquilo antes e se confiou na estrutura do prédio”, lamenta Genor.

enchente mundaú
Parte de pousada foi arrastada (Foto: Gazeta do Povo)

Além da dor da perda, os parentes e amigos de Gilmar ainda carregam a tristeza de não encontrar o corpo. O vereador diz que a família não recebeu nenhum apoio de imediato: “Após a água baixar, rodei toda a região a pé à procura dele. Infelizmente só depois de três dias é que o Corpo de Bombeiro chegou para fazer buscas. Foi em vão”.

O cenário devastador repercutiu na imprensa, mobilizou o país em uma rede de solidariedade e mudou os rumos de Santana do Mundaú, que comemorava 50 anos de emancipação quatro dias antes da tragédia e assistia à Copa do Mundo no Brasil.

Hoje, a cidade vive dividida. São 1.261 casas, uma praça, duas escolas, postos de saúde e secretarias que funcionam no Residencial Santana do Mundaú construído pelo Programa da Reconstrução.

extremos

É grande a possibilidade das cidades ribeirinhas sofrerem com uma enchente no inverno e verem o rio secar no verão. O principal motivo é o desmatamento. Quem comenta esse fenômeno é a engenheira florestal Milena Caramori, autora do estudo sobre a influência da mata ciliar na qualidade da água.

Engenheira florestal garante que é possível recuperar rio (Foto: Thiago Aquino)
Engenheira florestal garante que é possível recuperar rio (Foto: Thiago Aquino)

“Quando uma área é 100% florestada, de toda água precipitada temos 90% de água infiltrada no solo. As próprias árvores consomem de 60 a 70% por evatranspiração. O restante abastece o aquífero, formação geológica subterrânea capaz de armazenar água. É essa água que vai interagir com o rio, regularizando o fluxo de água”, explica. “Em época de seca severa, é importante que este aquífero esteja abastecido para manter a vazão do rio até que venha outra chuva”.

Sem este ciclo natural, o desequilíbrio ambiental é inevitável e é o motivo para as mudanças climáticas e os desastres ambientais. “Uma área desmatada aumenta a taxa de escoamento superficial porque reduz a taxa de infiltração. A água que infiltraria vai escoar rapidamente em direção ao rio. Com o solo desprotegido e o saturamento da superfície, areia e terra serão carregadas pela chuva, causando assoreamento”, expõe Milena, professora do Centro Universitário Tiradentes, Unit. “Isso, no inverno, agrava o pico de cheia, porque o rio aumenta o volume rapidamente”.

Mata ciliar influência na qualidade do rio (Arte: arvoresertecnológico.tumblr)
Mata ciliar influência na qualidade do rio (Arte: arvoresertecnológico.tumblr)

Professor da disciplina de Hidrologia na Universidade Federal de Alagoas, Ufal, e co-autor do artigo que analisou a enchente de 2010, Valmir Pedrosa avalia que o histórico de enchentes e o atual cenário do rio não descartam próximos desastres: “É um rio que pode oferecer grandes episódios de cheias, como já aconteceu, assim como pode apresentar períodos críticos de baixas vazões”.

esperança cópia

Ações integradas

Pedrosa tem experiência na área de Engenharia Sanitária, com foco em Planejamento Integrado dos Recursos Hídricos, e garante que para reverter a situação do Mundaú “não é só uma ação”.

É preciso ações integradas, diz professor de Hidrologia (Foto: Thiago Aquino)
É preciso ações integradas, diz Valmir Pedrosa (Foto: Thiago Aquino)

“Nunca vai ser só educação ambiental, nunca vai ser só reflorestamento, nunca vai ser só mobilização social em torno do rio, controle da extração de areia, criação do comitê da bacia do rio… É tudo isso ao mesmo tempo”, defende o professor dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Ambiental da Ufal.

Da Câmara de Vereadores ao governo federal, o grande desafio de recuperar o Mundaú deve ser enfrentado por todos. “São vários órgãos que podem salvar o rio: municipais, estaduais e federais, mas é preciso que se integrem. Destacaria o papel do prefeito que conhece a realidade e, numa situação dessa, ele tem um papel importante para mobilizar e fiscalizar”, comenta Valmir.

pedrosa

No áudio abaixo, ele comenta a realidade do rio e o que pode ser feito para salvá-lo.


Educação ambiental: “trabalho em longo prazo”

A educação é falha, diz mestre em Educação Ambiental
A educação é falha, diz mestre em Educação Ambiental (Foto: Thiago Aquino)

A recuperação do Rio Mundaú é mais complexa do que se imagina, mas não impossível. Ronaldo Alvim, PhD em Biologia Social e mestre em Educação Ambiental, afirma que a solução não está em apenas conscientizar a população, mas na educação: “Conscientizar não leva a mudança de hábito. Mudança de hábito se chama vontade popular e isso depende de uma educação consistente que vai levar a pessoa pensar como faz para viver melhor no seu mundo”.

O doutor em Meio Ambiente Natural e Humano em Ciências Sociais põe em dúvida se isso é uma realidade próxima. “O problema é que a educação é falha: como esperar isso de um lugar onde poucos tiveram a oportunidade de estudar? Quem chega ao Ensino Superior, não volta mais lá”, reflete.

O que diz a ANA

A Agência Nacional das Águas, ANA, garante que “tem trabalhado com os estados de Pernambuco e Alagoas no sentido de apoiar a implementação da gestão de recursos hídricos”. O órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente informou que estudos estão sendo elaborados sobre as bacias hidrográficas do Mundaú e do Paraíba para discussões previstas para agosto deste ano.

politicas

Ganhar dinheiro por preservar

Questionada se a Prefeitura Municipal pode solicitar algum projeto de preservação e/ou recuperação do rio, a Agência lembrou e recomendou o projeto Produtor de Água que estimula a política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). “O Programa apoia, orienta e certifica projetos que visem a redução da erosão e do assoreamento de mananciais no meio rural, propiciando a melhoria da qualidade e a regularização da oferta de água”, informou.

Para ser beneficiado com um dos projetos, o Município deve ficar atento aos editais que são lançados pela ANA a cada três ou quatro anos. O último foi lançado em 2014 e selecionou 18 projetos que recebem apoio técnico, institucional e financeiro. “Os pagamentos diferem entre R$ 120,00 e R$ 800,00 por hectare por ano a depender da área e do serviço ambiental prestado. São feito por depósito nas contas dos produtores rurais beneficiários”, explica a assessoria.

Questionamentos ignorados

Mesmo com várias tentativas, a reportagem não conseguiu um posicionamento da Prefeitura de Santana do Mundaú diante dos problemas citados. Por telefone, foi solicitada, aos assessores, uma entrevista com o prefeito Arthur Freitas (PMDB), mas não houve retorno.

*ESTUDANTE DE JORNALISMO

Reportagem produzida entre fevereiro e abril de 2017 sob orientação do professor Josbeth Macário

Leia Mais